segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

BIOQUIMICA CLÍNICA




A medicina avança a cada dia e novas perspectivas são criadas para a saúde. Pesquisadores americanos desta vez descobriram uma nova técnica que possibilita caminhos para o tratamento de doenças cardíacas, tumores e inflamações.

A técnica consiste em nanotecnologia. Os cientistas criaram uma molécula capaz de encontrar artérias endurecidas e tratá-las após serem injetadas na corrente sanguínea dos pacientes. O tratamento é capaz de identificar apenas as células danificadas nas paredes das artérias e empregar drogas para tratá-las no lugar específico.
“Nanoburrs” é o nome que os cientistas batizaram e que em português significa nanorrebarbas. Apesar de não ser uma novidade de nanopartículas para carrear substâncias, a capacidade de reconhecer células em condições específicas é um grande avanço.
“No entanto, não se pode esquecer que as nanopartículas já mostraram capacidade de danificar o DNA celular, o que confirma a necessidade de muito tempo de pesquisa antes de se começar o desenvolvimento”,
Para aumentar a eficiência da técnica, vale ressaltar que a pesquisa oferece uma forma de aplicar essas drogas no lugar exato. Proteínas recobrem as nanorrebarbas com a função de se ligar a estruturas nos vasos sanguíneos chamadas “membranas basais”.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Processamento do RNAmicro







Os RNAmi são moléculas de RNA não-codificantes, pequenas, evolutivamente conservadas que regulam a expressão gênica no nível de tradução. Apesar de sua descoberta em 1993, apenas nos últimos anos a diversidade e importância desta classe de genes foi evidenciada. Estima-se que o genoma de vertebrados codifique aproximadamente 1.000 RNAmi, que regulam 30% dos genes.
Os RNAmi são transcritos como moléculas grandes de RNA, mas estas são processadas no núcleo (ribonuclease dsRNA específica - Drosha) em moléculas menores de RNA com formato de grampos de cabelo, os quais são transportados para o citoplasma (mecanismo dependente de exportina-5), onde são digeridas por ribonuclease específicas para dsRNA (Dicer). O RNAmi formado é então ligado a um complexo de silenciamento induzido por RNA (RISC). E por um mecanismo de pareamento, o RNAmi bloqueia ou reduz a tradução do RNAm, e, desta forma, a expressão do gene em questão.
Os RNAmi, além de seu pequeno tamanho, caracterizam-se por ausência da cauda poliadenilada (poli-A) e modificação na extremidade 3'. Uma vez que são extremamente conservados e pequenos, diferenciam-se uns dos outros por apenas 1-2 nucleotídeos.

RNAm = RNA mensageiro; RNAt = RNA transportador; RNAr = RNA ribossômico; RNAmi = RNA micro.

autor:
Professor Flávio Furtado de Farias

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Vitaminas



VITAMINA (do latin “Vita”, vida + elemento composto amina, porque Casimir Funk, ao criar o termo, em 1911, descobrindo a primeira vitamina - vitamina B1- identificou-a como uma amina imprescindível para a vida). Desde as experiências fundamentais de Lavoisier, no século XVIII, até os estudos de Funk, um período de hipóteses, de investigações experimentais e observações clínicas imperou, por etapas, até chegar-se ao ano de 1920, encerrando-se, assim o que poderia denominar o primeiro ciclo das investigações vitaminológicas. No período de 1920 a 1940 estudos, de maneira incrementada, possibilitou a identificação da causa de diversas doenças, hoje reconhecidas como carências e a descoberta de novos fatores vitamínicos tais como a distinção entre as vitaminas A e D, a natureza nutricional e a vitaminótica da pelagra, a função nutritiva da riboflavina, as diversas funções da tiamina, a descoberta do ácido ascórbico, da biotina, da vitamina K, do ácido fólico, o isolamento da vitamina E, da vitamina B12 e a constatação que, sob a denominação genérica de vitamina B, estavam grupados diversos fatores vitamínicos de estrutura e funções diferentes que compunham o chamado "complexo B”. Nesse período foram tentadas com sucesso as primeiras sínteses vitamínicas e sobre maneira enriquecido o patrimônio vitaminológico com o estabelecimento de sua importância na nutrição, suas fontes alimentares, suas funções fisiológicas e seu emprego em diversas afecções em que elas se mostram, em muitos casos, eficazes.


Segundo os Anais do III Congresso Internacional de Vitaminologia, realizado em 1953 em Milão, na Itália, "as vitaminas são substâncias orgânicas especiais, que procedem freqüentemente como coenzimas, ativando numerosas enzimas importantes para o metabolismo dos seres vivos. São reproduzidas nas estruturas celulares das plantas e por alguns organismos unicelulares. Os metazoários não as produzem e as obtêm através da alimentação. São indispensáveis ao bom funcionamento orgânico. Agem em quantidades mínimas e se distinguem das demais substâncias orgânicas porque não constituem uma fonte de energia nem desempenham função estrutural". A deficiência de alguma ou algumas vitaminas no organismo desencadeia distúrbios que são conhecidos como avitaminoses ou doenças de carência, como por exemplo, o escorbuto, o beribéri, o raquitismo etc., algumas são encontradas na natureza sob uma forma inativa, precursora da vitamina propriamente dita, denominada provitamina.

As vitaminas são classificadas pela sua ação biológica e em termos de suas características físico-químicas em:

Hidrossolúveis: tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina, ácido pantotênico, ácido fólico, cobalamina, biotina, ácido ascórbico, inositol, paba, vitaminas P, F, B15.

Lipossolúveis: vitamina A, D, E e K.

INSTITUTO EDUCACIONAL LUTERANO DE SANTA CATARINA

CURSO DE ENFERMAGEM
JOINVILLE,


SET/2000

Drogas e o sistema nervoso

Álcool- em baixa concentração no sangue, provoca euforia, aumento da autoconfiança e diminuição da timidez ocorrendo também um estímulo no apetite. Num indivíduo alcoolizado, os reflexos se tornam mais lentos propiciando acidentes, a fala se modifica e o equilíbrio é afetado. Doses altas provocam gastrites e úlceras bem como problemas hepáticos que envoluem para cirrose.


Maconha- Ataca o humor, a coordenação motora e a memória deteriorando a capacidade de desempenhar tarefas que exijam raciocínio. Outros sintomas são secura na boca e garganta e aumento do apetite. Doses elevadas provocam alucinações e perda de consciência.

Cocaína- Sensações de bem – estar e euforia, agitação e excitação. Com o tempo, o indivíduo não se contenta mais com pequenas doses, partindo para doses maiores o que passa a provocar tremores, crises convulsivas, vômitos e depressão.

Nicotina- Os problemas de saúde causados pela nicotina também são graves. Entre eles estão arritmias cardíacas, doenças cerebrovascular, aumento da mortalidade pré-natal, doenças nas gengivas, perda do tato e olfato.



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O que estuda a Bioquímica?





O estudo da Bioquímica infere um conceito nato de que existe uma química da vida, ou então que há vida pela química. Antes que um conceito filosófico ou religioso, a vida, aqui, deve ser tratada como o resultado da maximização de fatores físicos e químicos presentes em um sistema aberto extremamente frágil: a célula. Neste microscópico tubo de ensaio estão os componentes necessários para que o ser vivo complete o clássico ciclo da vida, ou seja, nascer, crescer, reproduzir e morrer, tudo resultado de um processo natural de desenvolvimento de reações químicas típicas com reagentes, produtos e catalisadores que, quanto melhor as condições ótimas de reação, melhor a eficácia com que serão executadas.

Do ponto de vista químico, os seres vivos são constituídos de elementos bastante simples e comuns em todo o universo: carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio (bases dos compostos orgânicos), além de uma infinidade de outros elementos presentes em quantidades relativamente menores, mas de funções imprescindíveis ao funcionamento celular (p.ex.: ferro, enxofre, cálcio, sódio, potássio, cloro, cobalto, magnésio etc.)

Existe uma relação direta entre a produção de oxigênio pelas cianofíceas e o surgimento dos seres multicelulares levando a incrível diversidade de espécies dos dias atuais. Sobre este aspecto, veja o que dizem Alberts, B. et al. (1997). "Evidências geológicas sugerem que houve mais de um bilhão de anos de intervalo entre o aparecimento das cianobatérias (primeiros organismos a liberar oxigênio como parte do seu metabolismo) e o período em que grandes concentrações de oxigênio começaram a se acumular na atmosfera. Esse intervalo tão grande deveu-se, sobretudo, à grande quantidade de ferro solúvel existente nos oceanos, que reagia com o oxigênio do ar para formar enormes depósitos de óxido de ferro."

Na verdade desde que o universo surgiu há cerca de 20 bilhões de anos, a vida na Terra tem apresentado mecanismos ímpares de reprodução e desenvolvimento que muitas vezes são únicos na natureza e desafiam os conceitos bioquímicos como por exemplo os seres que habitam as fossas abissais vulcânicas do Pacífico, que sobrevivem à temperaturas superiores a 120oC; ou os vírus, que não possuem estrutura celular sendo formados, basicamente, apenas por proteínas e ácidos nucléicos.

Um fato comum a todos os seres vivos, porém, é a presença de macromoléculas exclusivas dos seres vivos (carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e ácidos nucléicos) denominadas de biomoléculas. Desta forma, a química da vida está atrelada a composição básica de todo ser vivo, uma vez que todos possuem pelo menos dois tipos de biomoléculas, como no caso dos vírus.

Lavosier e Priestly (final do século XVIII), Pasteur, Liebig, Berzelius e Bernard (século XIX) foram pioneiros na pesquisa de qual seria a composição dos seres vivos, sendo o termo bioquímica introduzido em 1903 pelo químico alemão Carl Neuberg. Inicialmente, esta nova ciência era denominada química fisiológica ou então química biológica, tendo a Alemanha, em 1877, publicado a primeira revista oficial desta nova disciplina (Zeitschrift für Physiologisce Chemile) e, em 1906, a revista norte-americana Journal of Biological Chemistry consagrou-se como importante divulgadora das novas descobertas no campo da bioquímica, sendo editada até hoje.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

PRESSÃO ALTA





Para que o sangue possa circular pelo corpo é necessário que uma bomba (o coração) faça força (pressão) para empurrar este sangue por dentro das artérias. Ao passar dentro das artérias o sangue encontra uma resistência (pressão), provocada pelo atrito e quanto mais estreita é a artéria, maior a resistência (pressão) à passagem do sangue. A força do coração para bombear o sangue é chamada de pressão máxima, ou sistólica. Porém a resistência que a artéria oferece à passagem do sangue é chamada de pressão mínima, ou diastólica.


Desta forma, quando o médico diz que sua pressão é 12 por 08, ele está informando que a pressão (força) exercida pelo seu coração para empurrar o sangue pelas artérias é igual a 12 milímetros de mercúrio (mmHg) e que a pressão (resistência) que suas artérias estão oferecendo à passagem do sangue é de 8 mmHg. A pressão máxima tem que ser sempre maior do que a mínima, para que o sangue possa circular. Não existe pressão de 08 por 12, nem 06 por 10, porque se a mínima for maior do que a máxima, o sangue não circula.

A hipertensão arterial (ou pressão alta) tem sua origem no estreitamento do calibre das artérias (e conseqüente aumento de pressão), o que obriga o coração a também aumentar sua pressão para poder empurrar o sangue por dentro destas artérias estreitadas.




Os remédios para pressão alta têm a finalidade de dilatar a artéria, fazendo com que ela volte para seu calibre normal.

Análise Fisiológica e Quantitativa dos Líquidos Corpóreos





Cada tipo de célula é especialmente adaptado para a execução de uma função determinada. Por exemplo, os glóbulos vermelhos do sangue, um total de 25 trilhões de células, transportam oxigênio dos pulmões para os tecidos e devolve aos mesmos dióxido de carbono, além de transportar outros nutrientes. Embora esse tipo de célula talvez seja o mais abundante, é possível que existam outros 75 trilhões de células. Todo o corpo é formado, então, por cerca de 100 trilhões de células. Embora as inúmeras células do corpo possam, muitas vezes, ser diferentes entre si, todas apresentam determinadas características básicas que são idênticas. Por exemplo, em todas as células, o oxigênio reage com carboidratos, gordura ou proteína para liberar a energia necessária ao funcionamento celular. Quase todas as células também têm capacidade de se reproduzir.


Líquido Extracelular

Cerca de 56% do corpo humano são compostos de líquidos. O líquido extracelular se movimenta continuamente por todo o corpo. É transportado rapidamente no sangue circulante e, em seguida, misturado entre o sangue e os líquidos teciduais por difusão através das paredes capilares. No líquido extra-celular ficam nesse ambiente interno, as concentrações adequadas de oxigênio, glicose, diversos íons, aminoácidos, substâncias gordurosas e outros constituintes. Por conseguinte, todas as células partilham de um mesmo ambiente, o líquido extracelular, razão por que esse líquido extracelular é chamado de meio interno do corpo.

Diferenças entre os líquidos extras e intracelulares. O líquido extracelular contém grandes quantidades de íons sódio, cloreto e bicarbonato, mais os nutrientes para as células, tais como oxigênio, glicose, ácidos graxos c aminoácidos. Também contém

dióxido de carbono que está sendo transportado das células até os pulmões para serem excretados, além de outros produtos celulares que, igualmente, estão sendo transportados para o rim, onde vão ser excretados. O líquido intracelular difere, de forma significativa, do líquido extracelular; em especial, contém grandes quantidades

de íons potássio, magnésio e fosfato, em lugar dos íons sódio e cloreto presentes no líquido extracelular. Essas diferenças são mantidas por mecanismos especiais de transporte de íons através das membranas celulares.

Todo o sangue contido na circulação percorre todo o circuito em cerca de um minuto em média, no repouso, e até seis vezes por minuto quando a pessoa está extremamente ativa. Quase que nenhuma célula fica distante mais de 25 a 50 µm de um capilar, o que assegura a difusão de quase todas as substâncias do capilar para a célula dentro de poucos segundos. Assim, o líquido extracelular, por todo o corpo, tanto o do plasma como o do líquido contido nos espaços intercelulares, está sendo continuamente misturado, o que garante sua homogeneidade.

Os nutrientes do líquido Extracelular são provenientes do sistema respiratório, tubo gastrintestinal, fígado e outros órgãos que desempenham funções primariamente metabólicas. Nem todas as substâncias absorvidas do tubo gastrintestinal podem ser usadas, na forma em que foram absorvidas, pelas células. O fígado modifica as composições químicas dessas substâncias, transformando-as em formas mais utilizáveis.

Já sistema músculo esquelético tem a função de preservar todo esse sistema de uma ambiente desfavorável.



Por: Marciano Alves Correia
Prof. Esp. Em Bioquímica e Biologia Molecular


Fonte: Tratado de Fisiologia Médica
Arthur C. Guyton, M.D. 2006 – Version in English

web livre: PCR, GCAT, RNAmi

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